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DENGUE: Diagnóstico e Manejo Clínico - Criança


1 Introdução

A classificação epidemiológica dos casos de dengue é retrospectiva e depende

de informações clínicas e laboratoriais disponíveis ao final do acompanhamento

clínico. A classificação internacional tem a finalidade de permitir a

comparação da situação epidemiológica da dengue entre os países, não sendo

útil para o manejo clínico.

Pelos motivos expostos, o Brasil adota, desde 2002, o protocolo de condutas

que valoriza a abordagem clínico-evolutiva, baseada no reconhecimento de elementos

clínico-laboratoriais e de condições associadas, que podem ser indicativos

de gravidade, com o objetivo de orientar a conduta terapêutica adequada

a cada situação e evitar o óbito.

A dengue no Brasil, nas últimas décadas, caracterizava-se por ser uma doença

de adultos jovens, de baixa letalidade e que, nos períodos epidêmicos,

costumava impactar a rede ambulatorial. Os casos em crianças sempre foram

de difícil diagnóstico, devido ao pouco comprometimento do estado geral e da

semelhança clínica com outras viroses prevalentes.

Mesmo nos anos 90, quando a circulação do tipo 2 da dengue favoreceu o

aparecimento de casos mais graves e os primeiros casos de febre hemorrágica

de dengue, e em 2002 com a circulação do vírus tipo 3, as crianças continuaram

a apresentar quadros leves.

Em 2003, o Sistema de Vigilância Epidemiológica de Manaus/AM alertou o

país para um aumento proporcional de casos de febre hemorrágica em menores

de 15 anos. Em 2004, baseado neste alerta, o Ministério da Saúde incluiu

a abordagem pediátrica no Manual de Manejo Clínico e reestruturou o treinamento,

que antes era direcionado ao manejo clínico de adultos.

A partir de 2006, vários estados começaram a reportar aumento do número

de isolamentos do sorotipo 2, que passou a predominar sobre o sorotipo 3.

Essa mudança foi acompanhada do aumento no número de casos graves em

menores de 15 anos de idade, com a ocorrência de epidemias que requereram

maior número de internações, impactando na rede hospitalar e necessitando de

treinamento para o manejo clínico de pacientes graves.

Diante deste novo cenário, o Ministério da Saúde apresenta um Manual de

Manejo Clínico exclusivo para a área pediátrica, elaborado com base na experiência

de outros países e no próprio conhecimento brasileiro a partir das

últimas epidemias.


Download:   manual+dengue+para+criancas.pdf



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